15/04/10

Tudo o que tenho sentido é: cansaço (físico, moral, psicológico, sentimental) e sensação de falha; sinto-me alheada do mundo, a flutuar na minha mente, e a afundar-me mais e mais nos meus erros pequeninos. É das piores sensações que se pode ter. Pior ainda se for entre-cortada com dores quentes no peito, daquelas que misturam sentimento de impotência, com injustiça, raiva e tristeza. E a tua ausência, em todos os sentidos.
E depois, é claro, as lágrimas estão sempre à beira de rebentar.
Odeio sentir-me pequenina.
Odeio sentir-me fraca.
Odeio sentir-me imperfeita.
Odeio sentir esse teu ódio por mim.

E não me venhas dizer que não me odeias. Porque eu sei o que sinto, e sinto ódio nos teus olhos, na tua voz, na ausência de um sorriso sincero, nas palavras sarcásticas, em todo o lado. Não. Por mais que me ames, não ouses negar que me odeias.

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