23/10/10

As minhas fotografias andam com tão péssima qualidade, que acho (não, não acho) que um dia (quando tiver tempo e ciência) vou reeditá-las todas .

1 comentário:

Francisco Almeida disse...

Eu sei... E agradeço-te por não me dares daquelas respostas rápidas só para despachar. Gosto de sinceridade. Que digas que estás farta quando estás, que digas que gostas do que eu digo quando gostas,... Ah, e aprecio muito o saberes esperar pela melhor altura para me responder - "tempo e disponibilidade emocional". E desculpa, também sei que não são leves. E provavelmente, fico-me por aqui, porque eu sei que desgasta.

Eu não ando bem e queria andar, para poder parecer interessante e poder fazer a diferença. E eu explico porque te conto isto - que é um sentimento e a primeira vez que falo de mim proximamente. "(...) fico desiludida com a indiferença e falta de bom senso que resulta dessa mesma fútil forma de viver. Acho que o maior mal é mesmo esse: quanto mais conheço as pessoas, mais elas me desiludem. E tenho medo que chegue a uma altura em que não consigo ligar-me a ninguém com medo de sair desiludida." Recentemente, atingi o meu limite. Essa altura de que fales. Ou então, quero ter atingido! Sabes, eu não consigo deixar de lutar pelas pessoas, mesmo quando elas me desiludem, porque, à partida, já sei aquilo em que me vão desiludir e quero lutar para que tal não aconteça. E isso só me traz dor, já que levo uma e outra vez com a conclusão de que é inevitável. Preciso delas mais do que aquilo que queria. Ou seja... Nem sei. Dou-me sem ter nada em troca, e quando preciso de algo em troca, num dia em que tudo está um pouco mais pesado, sou deixado sozinho. E acho que em nenhuma altura da minha vida, o egoísmo de que falas me deu tantas noite sem dormir. E isto, a mim, que tenho (tinha) força para dar e vender.
Acabo por sentir falta de coisas que só me trazem dor. Acabo por sentir falta de outros tempos (inocência?), de sítios da cidade, de estações do ano... E tudo isso causa um bela mistela no cérebro, se não conseguirmos ter a calma suficiente para pensar e ter todo aquela processo mental que já falámos, e do qual ambos gostamos.

A inocência... Hoje não consigo. Mas prometo pensar no assunto para dar uma resposta decente. :)

Ia-te pedir o teu mail ou o teu número (ou ambos). Queria, muito. Posso escrever "muiiiiitoo"? Ahahah. Bem, mas não sei se devo. É estranho saber que pensas muito do que eu penso. É até saboroso. Sei ter bom sentido de oportunidade e paciência, só que tu não sabes se tenho. Raios para as regras de socialização.

"E provavelmente, fico-me por aqui, porque eu sei que desgasta."