08/11/09

Como  romântica  que  sou,  e  uma  romântica  dada  ao  vício  de  pensar sobre tudo, intrigo-me facilmente com o tema mais cliché de todos: o amor. E como pessimista que sou, e uma pessimista que tende a venerar a razão e o autocontrolo, torno-me alguém dificilmente apaixonada.
É certo que é de bom grado que me perco para um outro (perder-me para mim não é nada próprio do autocontrolo), mas dificilmente encontro um outro para quem me perder. É que a minha intuição é não raras vezes suplantada pelo meu pessimismo, pelo que, sempre que o meu ser intui algo de bom a que me prender, a minha razão ordena-me a não o fazer. Coisas boas não acontecem a pessoas como tu, é o que ouço todos os dias na minha cabeça.
E assim, vou oscilando entre a faceta romântica e a faceta pessimista, entre a que vê a verdade a preto e branco e a que sabe que é possível vê-la doutras cores. E assim,  vou oscilando entre o desejo profundo de me perder e a luta constante por manter a razão.

2 comentários:

Jack Rousseau disse...

uau.
uau.
uau.
às vezes gostava de ser assim :/

mas parece que na minha cabeça só ouço "coisas boas podem acontecer a pessoas como tu" e, noutros casos, é mais "coisas boas, de facto, acontecem a pessoas como tu".

mas pronto. o ser humano foi desenhado para sofrer e fazer sofrer.
ter uma visão pessimista da vida é, provavelmente, a forma mais segura de a viver.

Jack Rousseau disse...

mas o optimista pensa sempre no melhor das situações, e quando estas correm mal, sofre mais, porque não estava preparado.
O pessimista está preparado, embora, como tu referiste, não viva a vida porque se preocupa demasiado a pensar.
Contudo, a melhor visão da vida é a realista (embora todos nós tendemos sempre para o pessimismo ou para o optimismo, por muito soft que seja), porque sabemos avaliar as oportunidades e as situações sem "influências" negativas ou positivas.

mas é praticamente impossível tal coisa.