23/11/09

Os muros têm apenas um sentido

É como um muro.
De olhos vendados,
Pensamentos alados,
Caminho.
O chão é rugoso e instável,
O muro é estreito,
Mas eu caminho.
Não me perco,
Não tremo,
Não hesito.
À volta de mim está escuro,
Está tudo quieto e calado;
Mas dentro de mim,
Nunca há silêncio, nunca há escuridão.

Posso não ver nada, vejo-te a ti;
Posso não ouvir nada, ouço-te a ti;
Posso perder os meus pensamentos, estão em ti.
Por isso, não há como me iludir:
Por mais estreito que seja o caminho,
Por mais ténue que seja a luz,
Desde que tu existas,
Caminho sem me perder.

23 de Novembro de 2009

2 comentários:

Jack Rousseau disse...

a serio? :o uau, thanks*

eu gostei deste :)

Péssima Estreia disse...

é sempre bom ter alguém que nos guie.