Tempo a gente tem, quanto a gente dá, corre o que correr, custa o que custar. Tempo a gente dá, quando a gente tem custa o que correr, corre o que custar.
11/08/11
10/08/11
perdido no moleskine:
É difícil explicar-te. Não tenho palavras, matei-as todas. Se não há palavras para a dor então ela vai ficando progressivamente esquecida, até que desaperece. Nós pensamos em palavras e sentimos em palavras. Quando me doeram os pensamentos, quando me mataram os sentimentos, assassinei as palavras. Fechei-as num frasco impossível de abrir. Partiste-o. Fizeste questão de o partir. Não sei porque é que não fugi de ti. Tive medo, muito medo, tanto racional como irracional, mas puxou-me mais o desejo, o medo cedeu à curiosidade e não fugi de ti. (...)
quando me quis entregar às (tuas) boas mãos
Primeiro foi quando percebi que me levarias onde gostaria de ir sem eu sequer ter de pedir. Depois foi quando percebi que me levarias contigo aos sorrisos mesmo sem eu querer ir. Mas foi principalmente quando levantaste a voz para me repreender por ser tão impaciente.
09/08/11
Cada um sabe de si, sim? Daí que na maioria das vezes nos esqueçamos dos outros e de como o que fazemos ou dizemos sabe ao exterior. Ou então lembramo-nos bem, mas dá-nos prazer esse mau sabor nas gargantas alheias. Tu lá sabes de ti e eu cá sei de mim. E a mim ao que sabe é a alegria por não haver restos de mau sabor na minha garganta.
08/08/11
carregar o céu às costas
Sei que sabes que sou pequena demais para ser Atlas, mas sempre carreguei o céu às costas como os grandes, e o céu quase não caiu, esteve sempre - quase sempre - seguro lá no alto. A única grande queda foi minha. Está, eu sei, mas se eu não tivesse caído não terias cacos a apanhar.
07/08/11
06/08/11
01/08/11
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